Projeto Próximo Passo
Há 10 anos, o Programa Paradesportivo - Projeto Próximo Passo (PPP) vem investindo no esporte como instrumento facilitador de inclusão social, norteado pela missão de dirigir e fomentar o desporto para pessoas com diferentes tipo de deficiência.
Atualmente o IMG apóia 15 atletas e oferece treinamentos em três modalidades: halterofilismo, natação e atletismo.
Em 2009, o IMG ficou entre os melhores clubes das Etapas Nacionais do Circuito Loterias CAIXA Brasil Paraolímpico de Natação com 28 medalhas de ouro, 11 de prata e 11 de bronze.
Além desses atletas, o Istituto apóia o time de basquete AEDRECH (Associação para Educação, Esporte, Cultura e Profissionalização) da Divisão de Reabilitação do Hospital das Clínicas - FMUSP e o programa de esportes para atletas iniciantes e profissionais da USP - Unidade Escola de Artes, Ciência e Humanidade - da Zona Leste.
Modalidades
- Atletismo
Nesta modalidade participam atletas com deficiência física, intelectual e visual, em provas masculinas e femininas. Cada uma dessas competições tem especificidades de acordo com a deficiência dos competidores. As provas de atletismo se dividem em corridas, saltos, lançamentos e arremessos. Elas podem acontecer em campo e pista.
Para provas de campo - arremesso, lançamentos e saltos
F – Field (campo)
Para provas de pista - corridas de velocidade e fundo
T – track (pista)
Curiosidade: Desde 1960, o atletismo faz parte do esporte paraolímpico. As primeiras medalhas conquistadas pelo nosso país nesta modalidade vieram em 1984, em Nova York e Inglaterra.
Conheça os atletas desta modalidade.
- Natação
Na natação competem atletas com deficiência física, intelectual e visual. As provas vão de 50m a 400m no estilo livre, e 50m e 100m no estilo peito, costas e borboleta, divididas em masculina e feminina e as regras são do IPC Swimming, organismo responsável pela natação no Comitê Paraolímpico Internacional.
Os nadadores com deficiência visual recebem um aviso do “tapper”, através de um bastão com uma ponta de espuma, quando estão se aproximando das bordas. As baterias são separadas de acordo com o grau e tipo de deficiência.
Classificação
- S1 a S10 / SB1 a SB9 / SM1 a SM10 – nadadores com limitações físico-motoras.
- S11, SB11, SM11 S12, SB12, SM12 S13, SB13, SM13 – nadadores com deficiência visual (a classificação neste caso é a mesma do judô e futebol de cinco).
- S14, SB14, SM14 – nadadores com deficiência intelectual.
Curiosidade: Entre as 106 medalhas do Brasil nos Jogos, nada menos que 39 (36%) vieram das conquistas da natação.
Conheça os atletas desta modalidade
- Halterofilismo
Competem nesta modalidade atletas com deficiência física nos membros inferiores ou paralisia cerebral. As categorias são subdivididas pelo peso corporal de cada atleta. São dez femininas e dez masculinas. O atleta tem direito a três tentativas de realizar o movimento e a de maior peso será validada. Durante a execução do movimento, vários critérios são observados pelos árbitros, como o começo do movimento a partir do sinal sonoro emitido pelo árbitro central, a execução contínua do movimento e a parada nítida da barra no peito. É a única modalidade em que os atletas são categorizados por peso corporal, como no halterofilismo convencional.
Classificação
É a única modalidade em que os atletas são categorizados por peso corporal, como no halterofilismo convencionall. Participam desta modalidade atletas amputados, les autres com limitações mínimas, atletas das classes de paralisia cerebral e atletas das classes de lesões na medula espinhal. Os competidores precisam ter a habilidade de estender completamente os braços com não mais de 20 graus de perda em ambos cotovelos para realizar um movimento válido de acordo com as regras.
Curiosidade: A primeira vez na qual o halterofilismo paraolímpico apareceu numa Paraolimpíada foi em 1964, na capital japonesa Tóquio. Na época, o esporte era usualmente chamado de “Levantamento de Peso”. A deficiência dos atletas era exclusivamente a lesão de coluna vertebral.
Conheça os atletas desta modalidade.
- Tênis de mesa
O tênis de mesa tem sido um esporte paraolímpico desde os primeiro Jogos Paraolímpicos em Roma, 1960. Entretanto, atletas com deficiência mental foram incluídos pela primeira vez durante os Jogos Paraolímpicos de Sidney em 2000, Austrália. O tênis de mesa é praticado em mais de 50 países filiados ao Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) e em termos de números de atletas participantes é o quarto esporte, atrás do atletismo, natação e levantamento de peso. Existem duas formas de competição nos Jogos Paraolímpicos: andantes (de pé; classes de 6 a 10) e cadeirantes (sentados; classes de 1 a 5). O evento individual e por equipes, masculino e feminino é incluído no programa.
Atletas com deficiência física e atletas com deficiência mental são elegíveis para competir no tênis de mesa. Competidores com deficiência física incluem atletas com paralisia de membros superiores e/ou inferiores; atletas com paralisia cerebrais ou amputados; e atletas com outras deficiências físicas incluindo espinha bífida, pólio, distrofia muscular, esclerose múltiplas, etc. Atletas com deficiência física competem juntos em classes de 1 a 10 de acordo com suas habilidades funcionais. Por exemplo, um atleta cadeirante com paralisia cerebral poderia competir na mesma classe que um atleta com paralisia da espinha ou com um atleta que é amputado bilateralmente acima do joelho. Todos os atletas com deficiência mental independente do seu grau de deficiência competem juntos na classe 11.


